19 Janeiro 2010
E venham mais cinco!...
Cinco anos em contacto quase, quase permanente convosco, ou mais ou menos... umas adaptações aqui, outras inovações acolá... Hoje, neste dia especial para o meu blogue, venho aqui para vos agradecer as "espreitadelas" que, de quando em vez, sei que dão a este espaço onde partilho estados de alma e algumas vivências especiais...
Hoje com um pendor menos generalista, até me apetecer, mas sempre com o mesmo gosto de partilha...
O que podem fazer para não gastarem dinheiro em presentes? Deixar uns comentários, uns votos, tornando-se seguidores, cuscando "cismas antigas", enfim, deambulem por aqui e deixem uma marca, um registo de que vale a pena partilhar mais cinco anos convosco...
... Estou certo de que valerá a pena, assim hajam coisas (boas!) para vos contar...
Não que me apeteça particularmente festejar - com os órfãos do Haiti a ocuparem-me o espírito -, mas, já que estou de micro-férias, vou brindar agora mesmo a mim, a este blogue e a todos os que regularmente, apesar do Facebook, conseguem uns minutinhos para actualizar o seu blogue. E, claro está, um brinde bem especial a todos os meus amigos visitantes...
Um abraço forte e... venham mais cinco, como diz o Zé! ;)
22 Dezembro 2009
O papel do Natal (ou o Natal sem papel)
O Natal é sempre um tempo ingrato para quem já atingiu aquele patamar a partir do qual passamos a festejar Natais familiares ou itinerantes. Isto porque passamos a ter famílias, o que é bom, apesar de não ser tão cómodo. Mas também acaba por ser menos monótono, dada a rotatividade da noite de consoada.
Afinal, quantas vezes por ano nos dedicamos este tempo? Não será esta a melhor ocasião, de facto? Nesta altura em que os corações amolecem e os ressentimentos amainam...
Que haja bolos-rei, fritos variados, presentes a rodos, enfim, tudo o que o Natal implique, tal como o conhecemos actualmente. Mas e que tal pensarmos a fundo nesta questão, e quem sabe discuti-la na reunião familiar da noite de 24: «O que é o Natal, afinal?» «Porque é que nos reunimos nesta quadra?» Depois, experimentem, para o ano, combinar uma consoada sem troca de presentes e com poucos comes e bebes... soltem a conversa, a ver no que dá...
Um ano novo cheio de boas oportunidades para todos vós e acima de tudo com saúde para dar e vender!
2010 é a esperança num mundo melhor. É esta a verdade que nos impele a entrar em grande no novo ano.
Sejam muito felizes! ;)
03 Dezembro 2009
Are you ready?
A saga das "borlix's" prossegue... Continuo a aproveitar as oportunidades que vão surgindo de ver música a custo zero. Calhou-me Sábado, 28 de Novembro, ir assistir à estreia de Blasted Mechanism no Coliseu de Lisboa, através de um convite ganho na Gala dos 15 anos da Antena 3, evento decorrido 3 dias antes, na Aula Magna, cujo ingresso ganhei, também, através de passatempo.
Muitos concertos "imperdíveis" tenho deixado escapar desde o último Verão, essa é que é essa!! E, nomeadamente, nesta última fatia do ano... Nem vou falar nisso! Mas continuo a ficar surpreendido com o excelente trabalho da "prata da casa" que vou vendo.
Blasted já não é novidade para mim, e acredito para muitos portugueses, pela excentricidade cénica e pela peculiaridade dos instrumentos e sonoridade.
Sinto alguma falta da imponência do Karkov, é certo, mas gostei bastante da performance do Guitshu, novo vocalista... talvez a nível vocal menos versátil, mas no cômputo geral, enquadra-se em pleno na filosofia da banda e na própria sonoridade praticada.
"Nadabrovitchka" serviu, como já é apanágio, para pular a bom pular, e teve direito a bis e tudo - verdadeiro climax do espectáculo. O reportório é bastante audível e é interessante tentarmos visualizar os locais para onde nos transportam as incursões pelos sons do mundo que habilmente conseguem trazer até nós. Cenicamente imaculado. A nível sonoro, o recurso ao "surround" envolveu (ainda mais) a plateia nas suas ambiências místicas.
Enfim, uma banda à qual tiro o chapéu, pelo esforço enorme que têm feito, lutando contra as marés com vista a caminharem em terreno próprio e genuíno. Para não falar na mensagem ecologista que apregoam, materializada na acção de reflorestação que puseram em marcha recentemente. Penso que já são uma banda de culto, com muitos seguidores, ou não tivesse o Coliseu bastante composto, dando quase a ideia de cheio, não fossem os camarotes estarem vazios...
Para finalizar, e a quem pensa que Blasted é repetitivo ou monocórdico, desengane-se. Ao vivo é pular música sim, música sim, durante duas horas. Bastante competente esta formação e o público só tem que agradecer, quando assim é.
Fica um cheirinho, acima, do grande concerto do coliseu... gentilmente "roubado" a «pipocab», do YouTube...
Abraços e beijos. Fiquem bem.
Alinhamento do concerto:
1. Mystical Power
2. Destiny? Play and See
3. Are You Ready?
4. Grab a Song
5. I Believe
6. Sun Goes Down
7. Battles of Tribes
8. Start to Move
9. Under the Sun
10. Blasted Empire
11. Panacea
12. Hello, Here Is The System
13. Nadabrovitchka
14. Nazka
15. Voo do Ícaro
16. Zapping
17. Blast Your Mind
Encore 1
18. Magic Dance
19. Maytsoba
Encore 2
20. The Atom Bride Theme
21. Nadabrovitchka
15 Novembro 2009
Atlântico ao rubro
Depeche Mode: uma experiência única num "Atlân-tico" repleto e ao rubro, sintonizado em pleno com cada gesto e cada refrão, dito ou deixado por dizer, de Dave Gahan e restante banda. O 31.º ponto de passagem da "Tour of the Universe" a presentear os Depeche com uma ovação que o público português faz melhor do que ninguém, ao reconhecer o incontestável mérito de uma banda com quase três décadas de existência! Verdadeiros percursores da electro-pop, letras soberbas, a voz quente máscula de Dave a contrabalançar com o seu jingar efeminado e adoptado por muita da pop britânica que se seguiu... verdadeira pujança sonora, o cruzamento de sintetizadores com as guitarradas de Martin e bateria... que mais há a dizer?Fiquei no 1º balcão, mas não consegui, felizmente, usufruir da cadeira do meu lugar, pois foi curtir e cantar durante cerca de duas horas!... Não sendo meu hábito ficar na ala direita do Pavilhão e nem sequer no balcão, foi, no entanto, um excelente ponto de observação da imensa massa de gente rendida, num uníssono de braços no ar, que me trouxe à memória célebres actuações de U2, Pink Floyd e outros mega-concertos do passado... Obrigado, Depeche, pelo retemperador concerto! Deixo, abaixo, um excerto, do que foi um dos momentos fortes da noite... Enjoy the silence!
Obs.: Coube ao amigo GOMO abrir, de forma muito digna, esta veterana banda! Parabéns também a ele e respectiva trupe!
Set List / Depeche Mode / Lisboa (14 de Novembro de 2009)
In Chains
Wrong
Hole To Feed
Walking In My Shoes
A Question Of Time
Precious
World In My Eyes
Fly On The Windscreen
Sister Of Night (sung by Martin)
Home
Miles Away / The Truth Is
Policy Of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy The Silence
Never Let Me Down Again
Encore #1
One Caress
Stripped
Behind The Wheel
Personal Jesus
Rescaldo RRW Awards: 24 horas antes de "Depe-che at Lisbon", sexta-feira 13, no cabaret Maxime, travava eu contacto com o veredicto final do RRW 2009. Prémio Talento RRW (principal galardão da noite) foi para... Andersen Molière, categoria "Blues, Jazz e Outros". A Worten a dar oportunidade a outras categorias, que não a pop (vencedora em 2008). Felizmente um projecto invulgar e também em português, mostra raízes e maturidade, gostei!Como vencedores da categoria pop, os também oestinos "Benshee" (Alenquer), uma banda (amiga) com um trabalho imaculado nos terrenos da pop/rock mainstream... sem acrescentarem muito ao que já se faz no género, têm a favor uma boa preparação/coesão ao vivo, isto para além de temas bem construídos e interpretados. Parabéns, amigos e bola adiante, que o tempo não pára!
Quanto a mim? Bem, fui um estrondoso vencedor... desde logo! Ter acedido a tocar na final do RRW, com 4 ou 5 ensaios e uma banda formada numa semana... "ganda maluco!", como disse o baixista dos Benshee ao lhe contar desse meu desafio... o resultado reflectiu talvez uma preparação menos boa para a prova "live", mas que, ainda assim, surpreendeu e agradou bastante ao pessoal que lá esteve, no Bairro Alto, numa noite que não vou esquecer... e, porra, não faltei ao chamamento do RRW: mission completed.
Fica um abraço a todos os que acreditaram em mim e que continuam a acreditar! Claro que nem vale a pena dizer-vos que a luta continua, pois não gravei um álbum de 12 temas exclusivamente para participar num concurso... não obstante ter conseguido uma boa projecção como finalista pop 2009!
Para a despedida, e aos mais curiosos, deixarei, em breve, na barra lateral deste blogue, uma selecção dos mais de 600 comentários generosos que recebi nesta aventura de vários meses do RRW 2009.
Sejam felizes e fiquem ligados!... A aventura prossegue dentro de instantes...02 Novembro 2009
Despacha-te moda!
Contra todas as tosses e gripes da ocasião, Depeche Mode - estou lá, dia 14... Eu, a C. eos cunha-
dinhos do peito! Um obrigado dos grandes, deixo-vos este "postal antecipado", composto por mim, como gesto de gratidão!...
Obs.1: Pelas rádios de autor, pela não subserviência da rádio portuguesa às playlists, bem hajas, António Sérgio, e até sempre!...
Obs.2: E para dia 13, já tentaram ganhar entradas para o RRW AWARDS? Por que esperam? Eu espero por vós!
16 Outubro 2009
Fotos do RRW Live Pop - Parte 2
Como prometido, aqui publico mais fotos, gentilmente tiradas e cedidas por amigos que estiveram a apoiar-me na final do RRW Live Pop, no dia 3 de Outubro.
Adianto que o "RRW Awards" já tem data e local de realização. Aconteça o que acontecer, lá estarei a aplaudir os premiados da noite, esteja eu ou não na lista de vencedores do RRW... Estarei?? A ver vamos...
Ora esta festa, referida pela organização como "fantasticamente-fabulosa-e-demais-adjectivos-superlativos", decorrerá dia 13 de Novembro (sexta-feira), pelas 22 horas, no Maxime, em Lisboa. De acordo com a mesma fonte, «esta noite será o coroar de um esforço de meses de votações e muitas actuações ao vivo… Os nervos e ansiedade estarão à flor da pele até à hora da revelação do vencedor do prémio Talento RRW.»
Os convites são limitados às bandas/projectos musicais (finalistas). Os amigos e familiares que queiram comparecer deverão, segundo informou a Worten, participar no passatempo “free pass”, disponível a partir de 22 de Outubro, em www.rrw.pt, sendo que cada participação garante 3 entradas. Sejam os primeiros a concorrer, não percam tempo!
Para quem não conhece a sala, creio que vale a pena conhecer o bonito cabaret Maxime (gerido pelo Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000), onde actuará, certamente, algum nome consagrado da música nacional, a julgar pelo RRW Awards 2008. Isto além de "subirem ao pódio" os grandes vencedores do RRW 2009!...
Fiquem por aí. Vou dando "notícias". Aliás, até sou profissionalmente pago para isso!... :)
10 Outubro 2009
Bruno Kalil no RRW Live Pop 2009 - Parte 1
Não tenho palavras para agradecer aos muitos amigos e alguns familiares que se deslocaram propositadamente à galeria Zé dos Bois (Bairro Alto) para me verem, muitos deles vindos do Cadaval! Tive oportunidade de o fazer durante a actuação e volto agora a agradecer, do fundo do peito, a vossa presença e apoio!
Foi dos concertos mais rápidos de que tenho memória ter feito, antes de estar a solo. Mas foi também dos mais intensos... Serviu para me vincar bem no espírito que, tal como alguém disse, o meu lugar é lá, em cima do palco!...
Posto isto, deixo-vos algumas surpresas de rescaldo à saga "RRW Live Pop": a mini-entrevista (espartejada) à Best Rock FM, um pequeno vídeo-resumo (pelo Curto-Circuito/Sic Radical) do que foi a grande final pop, bem como as primeiras fotos que consegui...
Fico em contacto, para vos ir dando novas desta "saga" e de outras que se avizinhem...
Um abraço, bem do fundo do peito, do sempre amigo... BK.
Aceder a primeiras fotos, primeira video-reportagem e ouvir a mini-entrevista à Best Rock
24 Setembro 2009
O meu Direito de Antena
Aproveitando o balanço da época eleitoral, cá estou eu, uma vez mais, a auto-promover-me, para vos convidar a ouvir a minha segunda entrevista na rádio, desta vez, na Best Rock, em Lisboa. É verdade, isto vai devagarinho, mas vai!O convite partiu da Worten, organizadora do concurso de que vos falei - o Rock Rendez Worten. Ora, sendo eu finalista da Pop, e indo tocar no RRW Live Pop dia 3 de Outubro (Sábado), deram-me, assim, esta chance de falar um pouco sobre o meu álbum, a participação no RRW e sobre as expectativas em redor do projecto.
Desta vez, deverei ter bem menos do que os 45 minutos da minha primeira "desanca" radiofónica, pois irei eu e os porta-vozes das restantes 3 bandas finalistas. A filosofia da Best é bastante descontraída e as manhãs do Peixoto são um bom exemplo dessa “descontracção”, o que salvaguarda as calinadas e bacoradas da praxe...
Aqui fica o link da Best Rock, para quem quiser ouvir dia 29 Setembro, das 10 às 11 h da manhã, em directo. Sugiro que oiçam, pois ainda não sei se conseguirei gravação para publicar aqui.
E como não sei se volto a falar-vos antes da minha actuação, publico também a localização da galeria “Zé dos Bois”, no Bairro Alto, que fica na Rua da Barroca, 59, onde aguardo a vossa presença e apoio. Estou um bocado enferrujado, mas com a vossa força, isto vai, carago! Terão de ir cedo, antes das 22h, que é a hora de início de actuações, pois o espaço parece "esgotar" facilmente, dada a sua dimensão...
Entretanto, relativamente às eleições, que posso eu dizer a não ser «informem-se, reflictam e votem»? Não sabem em quem votar? Preparem-se, como se de um exame se tratasse. Se faltarem, têm nega certa. Se estudarem e forem a exame, pode sempre ser que consigam positiva. Esforçar-me-ei pelo mesmo... o país bem precisa de passar com distinção.
E agora, para descomprimir, antes de se concentrarem "nos estudos", uma dúvida existencial: «Quem contaminou quem: a Gripe A ou o Marilyn Manson?» A resposta pode ser procurada na última edição da Blitz... É caso para dizer, «coitadinho do porco!»... Descansa, Marilyn, se acaso espirrares no concerto de dia 1 de Dezembro, nós, exímios anfitriões, teremos o bom senso de trocar o habitual «santinho!» por uma mais aceitável «saúde!»
Abraços e beijos e, não nos falando antes, vêmo-nos dia 3 no Bairro Alto!
03 Setembro 2009
Uma rentrée auspiciosa...
Dois meses sem postar?? Seguem, de imediato, as habituais desculpas de “mau pagador”: tive um final de época laboral de tal forma “trabalhoso”, que originou a subtracção de uma semana ao meu já tão curto e fugidio período de férias... O rescaldo: poucos mergulhos, pouco “papo p’ró sol”, pouco passeio, pouco convívio, pouco descanso, alguma prospecção musical e uma inusitada “revisão médica” que ainda não terminou... De repente dou conta que na próxima segunda-feira farei a minha reentrée profissional... Ah pois!E por falar em rentrée, regressarei também, brevemente, aos espectáculos ao vivo. Ou melhor, com este projecto “a solo” será mesmo uma actuação estreante e experimental, ainda que no contexto de concurso. Não que tivesse concentrado a esse nível (que por acaso não estava), mas já que surge a oportunidade, não é de descartar, obviamente. Isto enquanto se vislumbram outras concretizações...
Não conto faltar a este primeiro chamamento... independentemente dos louros directos que traga, vale por ser “o primeiro”. E farei por corresponder às expectativas de todos aqueles que já provaram apreciar e acreditar no meu trabalho.
06 Julho 2009
Vá lá, diz que me amas

«Saia curta e consequências» marcou a minha "estreia" no grande auditório do CCC – Centro de Cultura e de Congressos das Caldas da Rainha, no último sábado. A peça, cujo texto original é de Hérver Devolder, tem a versão portuguesa a cargo de Hirondina Cavaco e de Paulo Matos (também encenador e “jardineiro” na história), e é protagonizada pela bela e mediática Cláudia Vieira, apesar de estreante nas lides teatrais, e pelo já veterano Luís Gaspar.
Trata-se de um encontro fortuito, em torno de um mero banco de jardim, cujo ponto de partida é um olhar impudente e imprudente para uma saia curta... A personagem feminina observada sente-se invadida e exige, numa espécie de punição, um «amo-te» (que teima em não sair da boca do elemento masculino), num gesto aparentemente inofensivo e romântico, mas que, a páginas tantas, se revela vingador da "sobrecarga" de olhares masculinos a que a mulher fora sujeita até então.
Ao constatar a "armadilha" feminina, os papéis invertem-se, airosamente, e passa o homem ao contra-ataque, passando a ser ele a exigir um «amo-te» despretensioso e sincero, ao passo que confronta a mulher com o seu acto puramente vingativo, desiludido, por, afinal, ter sido ele o usado.
Enfim, um jogo verbal interessante e rico no plano emotivo, cujo desenlace (vencidos os diferendos e conhecidas as fraquezas mútuas baseadas na ausência de amor genuíno) acaba por ser a constatação de que estavam, afinal, diante do verdadeiro amor "à primeira vista", em que valeria a pena confiar... o que resulta num uníssono «amo-te».
26 Junho 2009
(Re)Nasceu o Mito…
Por mais que se lute por prevê-las, é sempre difícil estarmos precavidos para uma catástrofe natural ou provocada… Já não sei quantas vezes ouvi isto nas (ainda) poucas vezes que liguei a televisão ou o rádio, ou acedi a jornais online. Mas, ontem à noite, 25 de Junho, perdemos um rei. Ou antes, mais um. Só que desta feita foi um nosso contemporâneo. O que custa sempre mais… E o impacto desta catástrofe artística sentiu-se nos quatro cantos do mundo…Talvez devido a pensarmos que Michael Jackson fosse já quase à prova de bala, e por o julgarmos já um mito vivo, o que é facto é que o mundo não estava suficientemente preparado para que a sua carreira terminasse de uma forma tão abrupta, aos cinquenta anos. Apesar dos boatos de uma suposta doença e de alegados problemas financeiros, tínhamo-lo sempre como a personificação de uma indústria megalómana indestrutível…
No momento em que eu próprio improviso estas singelas palavras de luto, improvisam-se, por todo o mundo, vigílias e múltiplas iniciativas de homenagem por parte de clubes de fãs, dirigentes, comunicação social, artistas, promotores artísticos, e muitas lágrimas se vertem e verterão por esta sua repentina viagem, sem aviso prévio e sem conhecido retorno...
O consumado relançamento dos seus álbuns foi uma incontornável consequência, sendo que as vendas vão disparar quiçá como nunca, ou, quem sabe, como no tempo de “Thriller” ou “Bad”, dois dos discos mais vendidos de sempre.
Eternizamos, assim, o elemento mais novo dos “Jackson Five”, que tentou desafiar, e conseguiu, as leis da própria natureza, ao mudar literalmente de cor e de aspecto, por muito polémico que isso tenha sido, mas tendo ainda desafiado a indústria da música pop, tal qual a conhecíamos, levando-nos a constatar que tudo é possível, desde que se possa e se acredite…
O fundador do célebre passo de dança moonwalk entrou pelo meu "Sanyo" dentro (rádio-gravador adquirido na Praça de Espanha!), quiçá em 84 (?), encarnando uma cassete de 90 minutos onde o Thriller, o Billie Jean ou o Beat it insistiam em tocar até que a fita se gastasse, enquanto eu, do alto dos meus 10 anos, ensaiava loucas coreografias...
Aqui fica a minha humilde mas sentida homenagem a um ícone que não tive oportunidade de ver ao vivo, mas que seguramente faz e fará sempre parte do meu imaginário musical. E por muito que já o não tivesse presente, sinto hoje que falar de música pop é, indubitavelmente, falar de Michael Jackson – quiçá o mais completo artista da nossa Era (Não desfazendo Freddy Mercury). Morreu o Rei, (re)nasceu o Mito...
Deixo-vos o Bad, para recordar...
17 Junho 2009
Passo a publicidade
Actualmente, insiro-me (e já dei provas disso) no grupo daqueles - muitos - que vão vendo passar a oportunidade de assistir às performances de grandes ícones internacionais da música que, felizmente, fazem de Portugal um lugar de passagem regular e quase obrigatória das suas digressões. Portanto, a oferta aumenta exactamente na proporção inversa das possibilidades lusitanas…Isto leva a que os menos resignados com a situação (como eu), olhem, cada vez mais, para o "umbigo nacional", e prestem atenção ao que por cá se vai fazendo, com qualidade equiparada àquilo que se faz lá fora, qualidade essa que quando é inferior, terá a ver, seguramente, com aspectos não relacionados com ausência criativa. E isto aplica-se, obviamente, às diversas valências artísticas nacionais, não somente à música!
E o Gomo é um exemplo disso; mais um “self-made man” da música nacional, como outros(as) que nos têm vindo agradavelmente a surpreender.
Desvinculado da sua anterior editora (multinacional, por sinal), arriscou, chegado ao segundo álbum, numa edição de autor, com todos os inconvenientes e obstáculos que sabemos existirem nesta opção de "trapézio sem rede"!
Mas o trabalho está editado, distribuído e o lançamento foi esta terça, 16 de Junho, no emblemático São Jorge, em Lisboa. E adivinhem quem deu uma escapadinha, nessa noite, à metrópole para assistir ao grande lançamento do álbum “Nosy”? Eu!… e porquê?
Primeiro porque ganhei um passatempo (eu e, suponho, a quase totalidade de público presente!!), que me deu a oportunidade - leia-se convite duplo - de assistir, gratuitamente, ao concerto de apresentação. Como prova de gratidão, demos ao Gomo um anfiteatro quase repleto, antes mesmo do novo álbum vingar e ficar conhecido... Ah, e à meia-noite cantámos-lhe os parabéns pelas 39 primaveras;
Depois, porque aprecio o trabalho do Gomo e a carreira que gradualmente tem construído, à custa de muito sacrifício, é certo, mas resultando numa já reconhecida marca "Gomo" e na produção de um trabalho mais maduro e tão audível quanto o primeiro disco;
Em terceiro, porque o Gomo acaba por ser um artista "saído" do Oeste (onde resido), ele e a meia dúzia de músicos que o acompanham;
Por último, porque chegámos, em tempos, ainda o gomo pertencia à laranja, a cruzar-nos em palcos amadores, em bandas que ambos já não temos, e até a trabalhar juntos num já extinto jornal… do Oeste.
Tudo isto me impele a “passar a publicidade”, convidando-vos a serem um dos primeiros a comprar o último álbum do Gomo.
Para os que não podem ter os dois proveitos, vale bem mais adquirir um cd de uma banda/projecto nacional - que é sempre um objecto que fica - do que gastar o dobro num festival de Verão, onde se ouve pouco de muita coisa, e nada fica a não ser uma ténue memória, ainda que de uma boa experiência… e olhem que eu gosto de festivais!...
Por isso, agucem o apetite no myspace do Gomo… e, a seguir, dêem o vosso contributo pessoal para que a produção musical nacional não pare, antes se renove e se torne cada vez mais auto-suficiente e independente de terceiros…








