02 novembro 2009

Despacha-te moda!

Contra todas as tosses e gripes da ocasião, Depeche Mode - estou lá, dia 14... Eu, a C. e
os cunha-
dinhos do peito! Um obrigado dos grandes, deixo-vos este "postal antecipado", composto por mim, como gesto de gratidão!...

Obs.1: Pelas rádios de autor, pela não subserviência da rádio portuguesa às playlists, bem hajas, António Sérgio, e até sempre!...

Obs.2: E para dia 13, já tentaram ganhar entradas para o RRW AWARDS? Por que esperam? Eu espero por vós!

16 outubro 2009

Fotos do RRW Live Pop - Parte 2



Como prometido, aqui publico mais fotos, gentilmente tiradas e cedidas por amigos que estiveram a apoiar-me na final do RRW Live Pop, no dia 3 de Outubro.

Adianto que o "RRW Awards" já tem data e local de realização. Aconteça o que acontecer, lá estarei a aplaudir os premiados da noite, esteja eu ou não na lista de vencedores do RRW... Estarei?? A ver vamos...

Ora esta festa, referida pela organização como "fantasticamente-fabulosa-e-demais-adjectivos-superlativos", decorrerá dia 13 de Novembro (sexta-feira), pelas 22 horas, no Maxime, em Lisboa. De acordo com a mesma fonte, «esta noite será o coroar de um esforço de meses de votações e muitas actuações ao vivo… Os nervos e ansiedade estarão à flor da pele até à hora da revelação do vencedor do prémio Talento RRW.»

Os convites são limitados às bandas/projectos musicais (finalistas). Os amigos e familiares que queiram comparecer deverão, segundo informou a Worten, participar no passatempo “free pass”, disponível a partir de 22 de Outubro, em www.rrw.pt, sendo que cada participação garante 3 entradas. Sejam os primeiros a concorrer, não percam tempo!

Para quem não conhece a sala, creio que vale a pena conhecer o bonito cabaret Maxime (gerido pelo Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000), onde actuará, certamente, algum nome consagrado da música nacional, a julgar pelo RRW Awards 2008. Isto além de "subirem ao pódio" os grandes vencedores do RRW 2009!...

Fiquem por aí. Vou dando "notícias". Aliás, até sou profissionalmente pago para isso!... :)

10 outubro 2009

Bruno Kalil no RRW Live Pop 2009 - Parte 1



Não tenho palavras para agradecer aos muitos amigos e alguns familiares que se deslocaram propositadamente à galeria Zé dos Bois (Bairro Alto) para me verem, muitos deles vindos do Cadaval! Tive oportunidade de o fazer durante a actuação e volto agora a agradecer, do fundo do peito, a vossa presença e apoio!

Foi dos concertos mais rápidos de que tenho memória ter feito, antes de estar a solo. Mas foi também dos mais intensos... Serviu para me vincar bem no espírito que, tal como alguém disse, o meu lugar é lá, em cima do palco!...

Posto isto, deixo-vos algumas surpresas de rescaldo à saga "RRW Live Pop": a mini-entrevista (espartejada) à Best Rock FM, um pequeno vídeo-resumo (pelo Curto-Circuito/Sic Radical) do que foi a grande final pop, bem como as primeiras fotos que consegui...

Fico em contacto, para vos ir dando novas desta "saga" e de outras que se avizinhem...

Um abraço, bem do fundo do peito, do sempre amigo... BK.

Aceder a primeiras fotos, primeira video-reportagem e ouvir a mini-entrevista à Best Rock

24 setembro 2009

O meu Direito de Antena

Aproveitando o balanço da época eleitoral, cá estou eu, uma vez mais, a auto-promover-me, para vos convidar a ouvir a minha segunda entrevista na rádio, desta vez, na Best Rock, em Lisboa. É verdade, isto vai devagarinho, mas vai!

O convite partiu da Worten, organizadora do concurso de que vos falei - o Rock Rendez Worten. Ora, sendo eu finalista da Pop, e indo tocar no RRW Live Pop dia 3 de Outubro (Sábado), deram-me, assim, esta chance de falar um pouco sobre o meu álbum, a participação no RRW e sobre as expectativas em redor do projecto.

Desta vez, deverei ter bem menos do que os 45 minutos da minha primeira "desanca" radiofónica, pois irei eu e os porta-vozes das restantes 3 bandas finalistas. A filosofia da Best é bastante descontraída e as manhãs do Peixoto são um bom exemplo dessa “descontracção”, o que salvaguarda as calinadas e bacoradas da praxe...

Aqui fica o link da Best Rock, para quem quiser ouvir dia 29 Setembro, das 10 às 11 h da manhã, em directo. Sugiro que oiçam, pois ainda não sei se conseguirei gravação para publicar aqui.

E como não sei se volto a falar-vos antes da minha actuação, publico também a localização da galeria “Zé dos Bois”, no Bairro Alto, que fica na Rua da Barroca, 59, onde aguardo a vossa presença e apoio. Estou um bocado enferrujado, mas com a vossa força, isto vai, carago! Terão de ir cedo, antes das 22h, que é a hora de início de actuações, pois o espaço parece "esgotar" facilmente, dada a sua dimensão...

Entretanto, relativamente às eleições, que posso eu dizer a não ser «informem-se, reflictam e votem»? Não sabem em quem votar? Preparem-se, como se de um exame se tratasse. Se faltarem, têm nega certa. Se estudarem e forem a exame, pode sempre ser que consigam positiva. Esforçar-me-ei pelo mesmo... o país bem precisa de passar com distinção.

E agora, para descomprimir, antes de se concentrarem "nos estudos", uma dúvida existencial: «Quem contaminou quem: a Gripe A ou o Marilyn Manson?» A resposta pode ser procurada na última edição da Blitz... É caso para dizer, «coitadinho do porco!»... Descansa, Marilyn, se acaso espirrares no concerto de dia 1 de Dezembro, nós, exímios anfitriões, teremos o bom senso de trocar o habitual «santinho!» por uma mais aceitável «saúde!»

Abraços e beijos e, não nos falando antes, vêmo-nos dia 3 no Bairro Alto!

03 setembro 2009

Uma rentrée auspiciosa...

Imagem: RRW 2009, d.r.
Dois meses sem postar?? Seguem, de imediato, as habituais desculpas de “mau pagador”: tive um final de época laboral de tal forma “trabalhoso”, que originou a subtracção de uma semana ao meu já tão curto e fugidio período de férias... O rescaldo: poucos mergulhos, pouco “papo p’ró sol”, pouco passeio, pouco convívio, pouco descanso, alguma prospecção musical e uma inusitada “revisão médica” que ainda não terminou... De repente dou conta que na próxima segunda-feira farei a minha reentrée profissional... Ah pois!

E por falar em rentrée, regressarei também, brevemente, aos espectáculos ao vivo. Ou melhor, com este projecto “a solo” será mesmo uma actuação estreante e experimental, ainda que no contexto de concurso. Não que tivesse concentrado a esse nível (que por acaso não estava), mas já que surge a oportunidade, não é de descartar, obviamente. Isto enquanto se vislumbram outras concretizações...

A actuação surge na sequência da minha passagem à final do Concurso RRW – Rock Rendez Worten 2009, por ter constituído a escolha dos Padrinhos da Pop, os John is Gone.

Ora estou duplamente satisfeito, pois para além da distinção dos Padrinhos, também a Comunidade RRW foi particularmente generosa comigo (levando-me ao 3º lugar da tabela), sendo que dos 873 votos que obtive, apenas 4 soube serem de pessoas minhas conhecidas!... Enfim esse público "sem rosto" deixou-me, além dos votos, “paletes” de opiniões francas, gentis e deveras motivadoras, o que engrandece o ego e vem confirmar, qual sinal de trânsito, que apanhei uma estrada de sentido único e obrigatório...

Se a princípio participei “na desportiva”, enquanto concentrava os meus esforços noutras lides, rapidamente constatei, pela subida exponencial dos votos e pelos hiper-encorajadores comentários que me deixavam, que o melhor era levar o concurso realmente a sério...

Soube, entretanto, que passei e que deverei apresentar-me no RRW Live Pop, no próximo dia 3 de Outubro, às 22h00, na galeria Zé dos Bois, no Bairro Alto, para uma actuação ao vivo, a par de mais três (presumo) bandas finalistas da categoria Pop.

Ficam desde já convocados (não é convite é mesmo intimação!) a estar presentes nesta que será a minha estreia ao vivo, ainda que tão somente com 3 ou 4 temas... por agora, segue-se a montagem da mini-actuação, que será em contexto de banda, como é suposto ser...

A promoção musical tem que se lhe diga - muitas frentes de fogo, frentes demais para um bombeiro só... Cada passo, cada degrau é determinante, embora só faça sentido enquadrado na caminhada, inserido no contexto da “escada”...

Não conto faltar a este primeiro chamamento... independentemente dos louros directos que traga, vale por ser “o primeiro”. E farei por corresponder às expectativas de todos aqueles que já provaram apreciar e acreditar no meu trabalho.

Um obrigado muito especial ao público do RRW, aos John is Gone, e a vocês, fiéis seguidores, que, como não poderia deixar de ser, intimo a apoiarem-me até ao resto dos vossos dias!

Finalizo com o "momento" da minha distinção...

06 julho 2009

Vá lá, diz que me amas

Imagem: http://www.ccc.eu.com, d.r.
«Saia curta e consequências» marcou a minha "estreia" no grande auditório do CCC – Centro de Cultura e de Congressos das Caldas da Rainha, no último sábado. A peça, cujo texto original é de Hérver Devolder, tem a versão portuguesa a cargo de Hirondina Cavaco e de Paulo Matos (também encenador e “jardineiro” na história), e é protagonizada pela bela e mediática Cláudia Vieira, apesar de estreante nas lides teatrais, e pelo já veterano Luís Gaspar.

Trata-se de um encontro fortuito, em torno de um mero banco de jardim, cujo ponto de partida é um olhar impudente e imprudente para uma saia curta... A personagem feminina observada sente-se invadida e exige, numa espécie de punição, um «amo-te» (que teima em não sair da boca do elemento masculino), num gesto aparentemente inofensivo e romântico, mas que, a páginas tantas, se revela vingador da "sobrecarga" de olhares masculinos a que a mulher fora sujeita até então.

Ao constatar a "armadilha" feminina, os papéis invertem-se, airosamente, e passa o homem ao contra-ataque, passando a ser ele a exigir um «amo-te» despretensioso e sincero, ao passo que confronta a mulher com o seu acto puramente vingativo, desiludido, por, afinal, ter sido ele o usado.

Enfim, um jogo verbal interessante e rico no plano emotivo, cujo desenlace (vencidos os diferendos e conhecidas as fraquezas mútuas baseadas na ausência de amor genuíno) acaba por ser a constatação de que estavam, afinal, diante do verdadeiro amor "à primeira vista", em que valeria a pena confiar... o que resulta num uníssono «amo-te».
Vale a pena assistir a esta apetitosa comédia, capaz de pôr a pensar desde os casais mais perfeitos aos solitários mais inveterados, por trazer a lume a problemática de como gerar e de como preservar um amor verdadeiro...

O espectáculo está em digressão nacional e quem não o viu nas Caldas terá de se deslocar a Leiria a 16 de Julho, ou a Ílhavo, dia 22. Se acaso não for além das previstas 12 exibições nacionais, é uma pena, até porque não me parece uma produção logisticamente complexa... Abram-se, por isso, as salas de espectáculo desse país e deixem entrar... a saia curta...

26 junho 2009

(Re)Nasceu o Mito…

Imagem: avidaeumpalco.com, d.r.
Por mais que se lute por prevê-las, é sempre difícil estarmos precavidos para uma catástrofe natural ou provocada… Já não sei quantas vezes ouvi isto nas (ainda) poucas vezes que liguei a televisão ou o rádio, ou acedi a jornais online. Mas, ontem à noite, 25 de Junho, perdemos um rei. Ou antes, mais um. Só que desta feita foi um nosso contemporâneo. O que custa sempre mais… E o impacto desta catástrofe artística sentiu-se nos quatro cantos do mundo…

Talvez devido a pensarmos que Michael Jackson fosse já quase à prova de bala, e por o julgarmos já um mito vivo, o que é facto é que o mundo não estava suficientemente preparado para que a sua carreira terminasse de uma forma tão abrupta, aos cinquenta anos. Apesar dos boatos de uma suposta doença e de alegados problemas financeiros, tínhamo-lo sempre como a personificação de uma indústria megalómana indestrutível…

No momento em que eu próprio improviso estas singelas palavras de luto, improvisam-se, por todo o mundo, vigílias e múltiplas iniciativas de homenagem por parte de clubes de fãs, dirigentes, comunicação social, artistas, promotores artísticos, e muitas lágrimas se vertem e verterão por esta sua repentina viagem, sem aviso prévio e sem conhecido retorno...

O consumado relançamento dos seus álbuns foi uma incontornável consequência, sendo que as vendas vão disparar quiçá como nunca, ou, quem sabe, como no tempo de “Thriller” ou “Bad”, dois dos discos mais vendidos de sempre.

Eternizamos, assim, o elemento mais novo dos “Jackson Five”, que tentou desafiar, e conseguiu, as leis da própria natureza, ao mudar literalmente de cor e de aspecto, por muito polémico que isso tenha sido, mas tendo ainda desafiado a indústria da música pop, tal qual a conhecíamos, levando-nos a constatar que tudo é possível, desde que se possa e se acredite…

O fundador do célebre passo de dança moonwalk entrou pelo meu "Sanyo" dentro (rádio-gravador adquirido na Praça de Espanha!), quiçá em 84 (?), encarnando uma cassete de 90 minutos onde o Thriller, o Billie Jean ou o Beat it insistiam em tocar até que a fita se gastasse, enquanto eu, do alto dos meus 10 anos, ensaiava loucas coreografias...

Aqui fica a minha humilde mas sentida homenagem a um ícone que não tive oportunidade de ver ao vivo, mas que seguramente faz e fará sempre parte do meu imaginário musical. E por muito que já o não tivesse presente, sinto hoje que falar de música pop é, indubitavelmente, falar de Michael Jackson – quiçá o mais completo artista da nossa Era (Não desfazendo Freddy Mercury). Morreu o Rei, (re)nasceu o Mito...

Deixo-vos o Bad, para recordar...

17 junho 2009

Passo a publicidade

Actualmente, insiro-me (e já dei provas disso) no grupo daqueles - muitos - que vão vendo passar a oportunidade de assistir às performances de grandes ícones internacionais da música que, felizmente, fazem de Portugal um lugar de passagem regular e quase obrigatória das suas digressões. Portanto, a oferta aumenta exactamente na proporção inversa das possibilidades lusitanas…

Isto leva a que os menos resignados com a situação (como eu), olhem, cada vez mais, para o "umbigo nacional", e prestem atenção ao que por cá se vai fazendo, com qualidade equiparada àquilo que se faz lá fora, qualidade essa que quando é inferior, terá a ver, seguramente, com aspectos não relacionados com ausência criativa. E isto aplica-se, obviamente, às diversas valências artísticas nacionais, não somente à música!

E o Gomo é um exemplo disso; mais um “self-made man” da música nacional, como outros(as) que nos têm vindo agradavelmente a surpreender.

Desvinculado da sua anterior editora (multinacional, por sinal), arriscou, chegado ao segundo álbum, numa edição de autor, com todos os inconvenientes e obstáculos que sabemos existirem nesta opção de "trapézio sem rede"!

Mas o trabalho está editado, distribuído e o lançamento foi esta terça, 16 de Junho, no emblemático São Jorge, em Lisboa. E adivinhem quem deu uma escapadinha, nessa noite, à metrópole para assistir ao grande lançamento do álbum “Nosy”? Eu!… e porquê?

Primeiro porque ganhei um passatempo (eu e, suponho, a quase totalidade de público presente!!), que me deu a oportunidade - leia-se convite duplo - de assistir, gratuitamente, ao concerto de apresentação. Como prova de gratidão, demos ao Gomo um anfiteatro quase repleto, antes mesmo do novo álbum vingar e ficar conhecido... Ah, e à meia-noite cantámos-lhe os parabéns pelas 39 primaveras;

Depois, porque aprecio o trabalho do Gomo e a carreira que gradualmente tem construído, à custa de muito sacrifício, é certo, mas resultando numa já reconhecida marca "Gomo" e na produção de um trabalho mais maduro e tão audível quanto o primeiro disco;

Em terceiro, porque o Gomo acaba por ser um artista "saído" do Oeste (onde resido), ele e a meia dúzia de músicos que o acompanham;

Por último, porque chegámos, em tempos, ainda o gomo pertencia à laranja, a cruzar-nos em palcos amadores, em bandas que ambos já não temos, e até a trabalhar juntos num já extinto jornal… do Oeste.

Tudo isto me impele a “passar a publicidade”, convidando-vos a serem um dos primeiros a comprar o último álbum do Gomo.

Para os que não podem ter os dois proveitos, vale bem mais adquirir um cd de uma banda/projecto nacional - que é sempre um objecto que fica - do que gastar o dobro num festival de Verão, onde se ouve pouco de muita coisa, e nada fica a não ser uma ténue memória, ainda que de uma boa experiência… e olhem que eu gosto de festivais!...

Por isso, agucem o apetite no myspace do Gomo… e, a seguir, dêem o vosso contributo pessoal para que a produção musical nacional não pare, antes se renove e se torne cada vez mais auto-suficiente e independente de terceiros…

19 maio 2009

Quero bilhete!

O melhor é entrar assim, de repente, sem pedir desculpa pela longa ausência a que, aliás, já vos habituei... o trabalho tem sido de sobra, tanto assim que tivemos de fugir, por uma breve semana, para um aldeamento turístico em Albufeira, aproveitando uma estadia promocional (leia-se a custo zero) que me obrigou a férias forçadas! É claro que não vos vou contar que a piscina, rodeada por esguias palmeiras, era paredes-meias com a casa onde ficámos, nem que a praia mais próxima distava escassos metros dali; ou sequer vos vou dizer que apanhei a semana mais solarenga de uma primavera que se tem apresentado algo tímida, este ano... enfim, as primeiras férias tiradas em Maio, em nove anos... ah, e uma vez mais a infância revisitada com um retemperante banho na Meia-Praia (Lagos), 20 anos depois...
E porque é de descompressão e de saudosismo que falo neste post, aqui vos deixo uma sugestão, escolhida da imensidão de opções que despontarão daqui por diante, mal o sol dê um ar da sua graça...

Ora, os anos 80 são para mim os saudosos discos de vinil, dos quais já vos falei, e os posters, mais da minha irmã do que meus, a forrarem as paredes húmidas do quarto da cave... o auge da excentricidade que tanto inspirou, e inspira ainda, as gerações musicais que se seguiram, e até a própria moda contemporânea...

Pois é, venho aqui , de fugida, divulgar o evento do próximo dia 29 de Maio, "Here and Now Lisboa 2009 – O melhor dos Anos Oitenta Ao Vivo", com actuações de Rick Astley, Kim Wilde, Belinda Carlisle, ABC, Nik Kershaw e Curiosity Killed the Cat, «todos juntos numa noite de pura nostalgia e êxitos non-stop!», segundo apregoa o site do Pavilhão Atlântico, conforme poderão verificar.

Enfim, é daqueles saudosistas momentos que valerá a pena desfrutar, para quem possa, haja euros para o bilhete! E logo eu que sou saudosista das décadas de música que não vivi, quanto mais das que por mim vão passando...

A segunda edição desta grande festa chama-se "Lisboa Calling", acontece a 9 de Junho, e traz a Portugal bandas como Madness, Foreigner, Carbon/Silicon e The Tubes... ah pois é!

E terminada a divulgação é tempo agora de me sintonizar na M80 Rádio (ou seja, de ligar à minha irmã) a saber se, por acaso, não têm por lá um "passatempozito" a modos de eu concorrer...

Em boa verdade, vai ser complicado eu ir, primeiro porque a minha mulher também é saudosista dos anos 80 e depois porque o saudosismo ainda não paga bilhetes...

27 março 2009

Não há uma sem duas...

Está de volta o RRW, que se assume como o mais aproximado que temos do famigerado Rock Rendez Vous, que tão importantes nomes lançou no panorama musical português.

Como antigo concorrente, perguntaram-me se queria migrar os meus dados da participação de 2008 para o RRW 2009. Acedi, apesar da polémica que gerou, entre músicos, a fase final da edição anterior. Mas valha-nos a curta memória lusitana e sigamos com o barco adiante...

Afinal, não me posso queixar da minha prestação anterior. No cômputo geral, tive críticas bastante favoráveis, o que sempre engrandece o ego e dá ânimo para continuar... Cheguei mesmo a alcançar, na tabela geral da pop, um honroso oitavo lugar, tendo somado 314 votos, além de alcançar a 4ª melhor música pop, ainda que acabasse por não ser apurado para a fase seguinte...

Nada mau, a julgar pelo facto de que, tendo eu poucos amigos votantes (pois, pois!), a maior parte terem sido votos de visitantes desconhecidos e de outros músicos.
Como disse, em Novembro, na minha (ainda única) entrevista de rádio, os concursos de música on-line valem o que valem, nada de falsas ingenuidades! Para mim, servem sobretudo para avaliar o nível de aceitação/receptividade de um projecto musical, para confraternizar com outros músicos, enfim, mais uma montra para exibirmos o nosso trabalho, que já é meritório por vir de dentro e por ser fruto de grande empenho... Porque desengane-se o artista que supõe não trabalhar para um público; fá-lo-á sempre, convictamente ou não...

Não há uma sem duas... e cá estou eu de novo. Enquanto desbravo terreno na apresentação do meu trabalho, detenho-me neste convívio amigável, onde, de quando em vez, oiço novos projectos e troco algum alento... Passem por lá, oiçam, comentem e deixem um voto... da confiança que já me depositam...

Aqui fica o atalho para o meu perfil no RRW, que consta, também, na barra lateral deste blogue... um obrigado deeeeeste tamanho!

19 março 2009

Para o que der e vier...

Não planeei a longo prazo ser pai. A dada altura, senti vontade de sê-lo e fui. Não que me sentisse maturo ou disponível o suficiente para o ser. Ou que a conjuntura fosse a melhor. Digamos que encontrara o par ideal para dançar o tango…

No dia-a-dia, de ano para ano, aprendemos que um filho tende a ser, cada vez menos, uma extensão de nós próprios, ainda que mantenha o nosso sobrenome… pouco a pouco vai deixando de ser aquele pequeno galho da árvore que já somos, ao qual, de quando em quando, podamos as pontas para crescer mais vigoroso. O desmame é espontâneo, porém incontornável…

Cabe-nos, além da concepção, a missão de o ajudar a ser um indivíduo com alicerces próprios, mas sem nos projectarmos nele. Sem projectarmos nele aquilo que hoje somos ou que ontem não fomos. E sem projectarmos em nós a sombra de um pai de que nos orgulhamos ou que lamentamos não ter tido. Não é justo para ninguém, por muito difícil que seja.

Que queremos o melhor para os nossos filhos, isso é chavão fácil, no entanto não justifica que queiramos as coisas por eles. Têm de ser eles a querer, o que não raras vezes implica aprender à própria custa, através da experiência quotidiana. Temos de lhes dar o espaço suficiente para testarem os valores apreendidos, para tropeçarem (se necessário) e aprenderem a distinguir o perigoso do seguro, o certo do errado, o essencial do acessório...

Falando em frases feitas, «estar para o que der e vier» é dos chavões mais bem conseguidos a este nível e que se aplica ao que quero demonstrar. É essa, quanto a mim, a segunda missão dos pais, sobretudo a partir da entrada na escola…

E depois (relembro aos mais distraídos), há a vida dos próprios pais, que antes de pais são, cada qual, um indivíduo! Por muito que amemos os nossos filhos, o nosso reflexo faz-se no espelho, não na figura dos nossos “eternos rebentos”. Porque eles também nos amam e também querem o melhor para nós. E, por isso, também sentem quando não estamos bem…

Não nego; tenho orgulho na minha filha, não pelo que ela poderá vir a ser, não só por ser minha filha, mas sobretudo pelo que ela já é; pelo íntimo que deixa transparecer.

Hoje, madrugada de 19 de Março, assinalo o meu 6.º Dia do Pai. Sem falsos heroísmos ou proveitos comerciais. Sou o pai que sou e que consigo ser. Treino-me interiormente, tal como me treino como pessoa, nada de mais. Mas sou feliz por o ser e por ter tomado essa opção. No fundo, é dar continuidade à vida. Porque, afinal, temos que acreditar que ela vale a pena. Esse milagre, com tanto de sublime quanto de inexplicável...

04 março 2009

A genuinidade do simples...

Imagem: Nuno Lima, d.r.
Sobre a saga Festival RTP da Canção, eleito que está o represen-
tante luso para o Concurso Eurovisão, não se me oferece dizer nada mais a não ser que fiquei satisfeito por se ter sagrado como grande vencedora nacional a minha primeira e última escolha - Parabéns “Flor-de-Lis”. Júris distritais e portugueses televotantes caíram em si e resolveram distinguir, desta feita, a genuinidade do simples e a simplicidade do genuíno. Vão-se a ele, andem, o palco da Europa é todo vosso!

E por falar de canções, dizer também que cumpri mais uma etapa da “minha” saga musical, sendo que anteontem me submeti a uma longa sessão fotográfica, a cargo de Nuno Lima (Leiria).

Assentámos arraiais em pleno Teatro Eduardo Brazão, sediado na vizinha vila do Bombarral, imponente sala que vale a pena conhecer, porque não, através dos espectáculos que lá vão acontecendo. É só ficar atento ao site do Município, a quem eu agradeço a amabilidade da cedência do espaço e o prestimoso acompanhamento. Fica a (minha) intenção de dar um concerto lá, um destes dias...

Pois, foi este o tema que explorámos fotograficamente – o teatro. A experiência foi muito boa; aguardemos, entretanto, a finalização do trabalho.

Não me contenho, porém, a publicar um pequeno "aperitivo" da jornada fotográfica nesta sala de espectáculos que, segundo parece, se trata de uma raridade arquitéctónica de estilo clássico italiano, classificada “imóvel de interesse público” .

Ora, aquele ali ao cantinho, de gorro, a modos que a cantar, sou eu, sim! Pois é, Nuno e Rute, como vos compreendo! Um espaço deslumbrante como aquele não era coisa para menos! Com efeito, foram muitos os clicks e as flashadas em que o sumptuoso cenário assumiu o assunto principal e eu fiquei, digamos, quase como pano de fundo! ...

Fotos brevemente disponíveis, num sítio perto de si...

28 janeiro 2009

O festival do desassossego

Se o Festival de Golos do Cristiano Ronaldo é hoje motivo de grande orgulho nacional, já o Festival Eurovisão da Canção continua a ser o nosso cavalo de batalha e o nosso calcanhar de Aquiles. Nada de novo, dirão.

Para quem ainda não tirou a vista de cima do nº 7 do Manchester United, passo a informar que termina já dia 30 de Janeiro (depois de amanhã!) a votação on-line para escolha das 12 canções finalistas do Festival RTP da Canção 2009 – cuja canção vencedora integrará o grande desfile de estrelas da Eurovisão, que decorre, este ano, na capital russa (Moscovo).

Trago este assunto a blogue sobretudo por ter tido o grato prazer de escrever duas letras, a convite do respectivo intérprete, de dois temas que não viriam a ser seleccionados para votação on-line, mas que me deram muito gozo escrever, pela curta margem de tempo que tive para o fazer e, depois, porque me parece que resultaram muito bem com a linha instrumental e com a performance vocal do intérprete, meu amigo...

Significou a minha estreia enquanto letrista “contratado”, ainda mais para um concurso com 45 anos, ou seja, já com idade para ter juízo, mas assim não é. Parece quase uma febre do ouro este “tudo-por-tudo” que assola compositores, produtores, intérpretes, orquestradores e letristas nacionais, com vista a alcançar um lugar cimeiro no Festival RTP e, finalmente, obter a consagração na Eurovisão!

Ao cabo de 44 participações, já era tempo de sabermos que mais importante do que conquistar um lugar cimeiro é, quanto a mim, conseguir uma prestação honrosa. E honroso é comparecer, mostrar fair-play e deixar uma marca própria - assim se valoriza o que é nacional (como raras vezes se terá feito).

Já pouco dignificante parece-me ser o facto de enveredarmos, na concepção das canções, por ingredientes estrangeiros, quando não receitas integralmente copiadas, na ânsia de, quiçá assim, conseguir dar nas vistas pela positiva! De ano para ano nos esquecemos de que vencer um concurso internacional pouco ou nada tem de artístico ou meritório; depende muito mais - como também não é novidade para ninguém - de critérios de proximidade, afinidade e familiaridade entre os países participantes.

Das opções dos autores salto agora para os critérios da organização do concurso nacional. Não sei se terá a ver com as (rotineiras) escolhas para composição do júri, se com o curto tempo que os pretensos 4 jurados tiveram para ouvir e decidir, em apenas três dias, entre os cerca de 400 temas alegadamente chegados à RTP. Alguma peneira o júri terá usado, não sabemos bem qual, embora possamos imaginar...

Ainda sobre os critérios da organização. A abrangência que se pretendeu dar em termos de participação, fazendo parecer que seria, desta feita, uma verdadeira rampa de lançamento para novos artistas e novos autores portugueses foi muito boa, em teoria; em termos práticos, não resultou tão bem assim. Resultaria sim se se tivesse vedado o acesso a compositores/interpretes de nome na praça, ou pelo menos aos repetentes – já não seria mau! Mas quando se joga para ganhar tão-somente é nisto que dá...

É que, convenhamos, poucos são os nomes amadores/desconhecidos no leque de canções semi-finalistas a concurso, senão confiram. Mas isso não seria grande incómodo, se ao menos nos surpreendessem positivamente, mas não – é simplesmente mais do mesmo, sem prejuízo do esforço levado a cabo por todos os participantes... Salvo uma ou duas excepções que, por acaso, são intérpretes/autores por mim desconhecidos.

Fazer boa figura, quanto a mim, é actuar com a camisola nacional e deixar um rasto genuinamente lusitano em cima do palco, o que não será fácil, mas valerá o esforço. Porque, no fim de contas, antes de querermos surpreender os outros é urgente surpreendermo-nos a nós próprios.... que tal começar por aí? Fica a ideia... Por agora, aproveitem (caso vos apeteça) os dias que ainda têm para votar, e votem em consciência, em nome da (Boa) Música Nacional; vou fazer o mesmo. Passo a passo, havemos de lá chegar, devagarinho...

20 janeiro 2009

Faz de conta que hoje é ontem...

Quatro anos decorreram desde a criação deste blogue, e fi-lo não tanto para falar de mim, mas da forma como o mundo se me afigurava... Na verdade, não é difícil falar para um público "abstracto"; sempre o fiz, desde tenra idade...

Quatro anos depois, revelo um pouco mais de mim - naturalmente; sem forçar nada; porque já não custa tanto e porque, em dado contexto, até faz sentido; faz todo o sentido... Imagino que estou num palco, perante uma multidão tão vasta, que é impossível fixar rostos e perder assim o norte da minha interpretação... e deixo-me então levar pela emoção do momento e pelo ritmo das palavras... ou faço exactamente o inverso, procurando, entre o público, o brilho dos olhares fraternos... e é neste equilibrio de forças, entre a multidão e um rosto, que construo as minhas cismas...

Aproveito o aniversário deste espaço para publicar o meu primeiro e único prémio recebido neste já (suposto) veterano percurso bloguista - o prémio "Dardos", atribuído em Novembro por Escrito a luz, a quem eu agradeço (de coração) pelo prémio, pela amizade, pelas fascinantes viagens que nos oferece sem sairmos da frente do ecrã...

Como manda a praxe, aqui fica um excerto das regras de atribuição deste prémio:
«(...) Estes selos foram criados com a intenção de promover o salutar convívio entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1 - Exibir a distinta imagem; 2 - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio; 3 - Escolher outros blogs a quem entregar o “Prémio Dardos”.»

E posto isto, decidi atribuir este prémio a dois dos poucos blogues que habitualmente espreito:
1- Barani - Uma excelente protagonista e narradora de histórias de vida;
2 - Nuno Anjos Pereira - Um sério parodiante da vida, de escrita e rumo imprevisíveis.

Ora este lamechas-convicto agradece, mais uma vez, estes quatro anos de dedicação... Muito obrigado e fiquem sempre desse lado!...

Obs: Chiça, já é dia 20! Paciência, faz de conta que hoje é ontem...

31 dezembro 2008

Baú de pequenas coisas: adeus K(alil)7 Pirata!...


Confesso que o fim do vinil foi triste, marcou-me deveras. Até porque nunca consegui recuperar o velho gira-discos que o meu avô me deixara e que, num acesso de arte e de clarividência, um amigo (?!?) de infância converteria, levianamente, numa pequenina caixa sequenciadora de luzes... os velhos singles e lp’s - mais da minha irmã do que meus - fizeram história, sim, mas como peça de decoração ou de arremesso; hoje, seguramente, não serão mais do que pó (quiçá) de outros discos... consegui, no entanto, salvar alguns, especiais, que ainda conservo comigo... nem sei para quê!

Mas a recessão do vinil, além de triste foi frustrante, dado que poucos anos depois de comprar a minha primeira aparelhagem compacta (duplo deck+prato vinil), haviamos chegado aos primórdios do Compact Disc - a grande revolução da música. Custou-me, mas, qual vira-casacas político, converti-me rapidamente à Era do “CD”, que até então era para mim não mais do que uma mera marca de peúgas.

O que me custou mesmo muito foi a decadência da K7. Um fim anunciado que, porém, não acabou com este clássico suporte de registo magnético; nem a avalanche digital conseguiu derrubar tão singela quanto digna existência. Apesar de a saber moribunda, não consegui, no entanto, desfazer-me do deck (ainda que lhe dê o mesmo uso que ao gira-discos); não consigo converter-me, a 100 por cento, ao digital... aderi sem olhar para trás (e assim que a minha adesão se impôs) à era digital, mas conservo uma ligação de simultâneo respeito e afecto ao vinil e às fitas magnéticas... no trabalho, quando saio em entrevista, continuo a levar o (meu) mini-gravador de K7s, não sei até quando; fora do trabalho, o velho walkman, esse, rendeu-se ao leitor de mp3...

No entanto, este repentino saudosismo seria por demais previsível se tivesse algo a ver com o final do ano. Mas não. O problema é que, inadvertidamente, perdi o espaço de alojamento do meu carismático leitor “K(alil) 7 Pirata”. Mais do que uma busca pela originalidade, significara o meu supremo tributo à “K7” (e não tanto à “pirataria”, que não condeno nem aprovo). O meu "K7 player" ruiu, assim, com o fim de 2008... O novo leitor é simples, comum mas funcional.
Espero que continuem a ouvir, votar, divulgar e voltar-a-ouvir os temas, agora já masterizados (yesssssss!), embora compactados em mp3 para rodarem aqui.
Fica assim completa, em 2008, a produção do meu trabalho a solo, com este "toque final", que lhe conferiu a necessária qualidade de edição...

De referir que a masterização ficou a cargo do Bruno Lobato (Ground Zero Studio), produtor e também músico dos “Cartel 70”. Um trabalho rápido, incisivo e feliz, que desde já agradeço.

Enfim, para não passar o ano com o player em “off”, pois não seria bom agoiro, improvisei o player acima... a seu tempo procurarei algo menos “xpto” (ou não!)...

De resto, e porque hoje se fecha mais um ciclo da nossa existência, desejo, a todos, um bom recomeço e, claro, cá vos espero - hoje, para o ano e para sempre...

17 dezembro 2008

MIA ou a (rica) prenda antecipada


Mia. Não podia ter sido mais bem escolhido o nome do (quarto) elemento feminino mais recente da família... Pois é, sucumbimos aos desígnios da minha filha, oferecemos-lhe antecipadamente - porque se embrulhássemos não chegaria à consoada - o (suposto) seu único presente de Natal: uma gata e respectivos acessórios...

Como tinha de ser muito felpuda, inquebrável (por causa das “efusivas festinhas” da minha filha), companheira, meiga, asseada e pachorrenta, constatámos que uma persa seria a melhor solução.

Fiz finca-pé até ao fim, explicando ao consórcio feminino que uma gata não é um peluche: come, evacua, pede atenção, adoece, vai ao veterinário, deprime-se, tem “fases”, arranha, enfim... é um ser vivo (mais vivo até do que pensei!!).

Tentei negociar com aqueles peluches altamente sofisticados, alimentados a pilhas, que além de ladrarem e darem ao rabo, ainda fazem chichi; mas sem sucesso. De entre um leque de opções que estiveram em cima da mesa (cães, chinchilas, hamsters, tartarugas, porcos-da-índia ou coelhos anões) e que eu automaticamente excluía, lá me intimaram a escolher o felino doméstico, que, convenhamos, será dos que menos trabalho dá... Era grande a amplitude de resposta: ou “sim” ou “agora”. Claro que emiti um rotundo “não” a todas as hipóteses e claro que a minha opinião foi meramente consultiva pois o “agora” delas prevaleceu...

Confesso que é já a segunda experiência felina cá em casa; a primeira durou três dias ou pouco mais. Era uma rafeirinha beje de nome “Flora” encontrada na rua, já muito débil e, percebemos depois, portadora de doença fatal... foi um choque vê-la definhar e daí esta minha relutância!...

Pois é, mas cá está a Mia... temperamental como só uma mulher, agora mais relaxada e tranquila... Mas na primeira noite, era ver-nos às seis da matina todos a pé, porque Sua Majestade A Princesa ou “estranhou a cama” ou, pior, deliberadamente não nos quis deixar dormir... miando a bom miar, como que a dizer “Sou ou não sou um bom motivo para perderem o sono?”. Daí que eu tenha comentado, sem grande motivo para piadas (previsíveis), que o nome lhe assentara que nem uma luva. Felizmente temos Einsteins cá em casa, e alguém em boa hora se lembrou de deixar Sua Alteza comodamente instalada na cozinha, vedando-lhe (durante o nosso sagrado sono) o acesso aos quartos. Bingo! A Mia parou de miar pela noite dentro... bem, pelo menos eu deixei de a ouvir...

E assim foi nestes primeiros dias: a Mia quer companhia para comer, a Mia mia. A Mia quer vigilância ao seu chichi, a Mia mia. A Mia está sozinha, a Mia mia. A Mia quer atenção, a Mia mia. A Mia não quer nada, e mesmo assim a Mia mia. Ufa! O pior de tudo é que esta gata não foi só uma prenda antecipada para a minha filha, acabou por ser uma prenda para o quarteto de habitantes destes aposentos, nomeadamente para mim, que não estava nada para aí virado. E ainda maior para nós do que para ela, porque foi uma paixão inadvertida, enquanto ela já a amava antes de a ter!

Quanto à marca, trata-se de uma persa vermelha (onde??) tricolor. Para mim é uma garfieldzinha. Cómica até mais não. Tem tanto de pachorrento, como de impulsivo e brincalhão. Também... só tem três meses, não é... mas acima de tudo é ternurenta como só visto!

Ao terceiro dia de Mia-cá-em-casa, temos uma Mia cada vez mais desinibida: a Mia apodera-se gradual e literalmente de toda a casa e de todos os colos (nomeadamente o da “bisavó”, embora não seja esquisita). Devora comida como nenhuma lady que se preze e ainda tem lata de devorar corações, pois estamos todos rendidos ao seu doce ronronar que gradualmente se impõe ao miar hiper-mimado! Notícias frescas: foi ao Veterinário e... é saudável, é só mesmo desparasitar e está aí para as curvas.

Posto isto, e antes que a quadra me escape, desejo-vos um Bom Natal, cheio do “essencial” para serem felizes... E “essencial” pode bem ser um nome para um animal, basta querermos... Façam o que eu não fiz: não comprem, adoptem. Tudo de bom.

05 novembro 2008

Missão cumprida... e a luta continua!



E pronto, já está! Entre deslizes e gaguejos, dei o primeiro passo na divulgação radiofónica do meu álbum! Mais uma vez, um grande obrigado ao jornalista Francisco Gomes, pela oportunidade, pela forma gentil como conduziu a minha entrevista e, sobretudo, por me ter feito “sentir em casa”. Em tempos (longínquos) fiz rádio, mas é sempre diferente estar deste lado...
Houve coisas que gostaria de ter referido, ou dito de outro modo, mas ficarão para uma próxima... É que isto, afinal, não dói nada e até achei que o tempo de entrevista passou depressa demais, apesar de só terem rodado três canções! Ficava ali na cavaqueira, pelo menos mais uma hora. No final, ainda tive direito a sessão fotográfica e tudo!... Isto para além do registo áudio da entrevista que, prontamente, me foi passado para a pendrive, o qual partilho agora convosco, em especial com aqueles que não puderam assistir em directo.
Afinal, e como alguém comentou na anterior postagem, não passou de uma “amena conversa de café”, e por isso, esteve muito longe de ser a tal “matança radiofónica” que eu previa! Se puderem, vejam ou revejam; em bom português, oiçam ou reoiçam esta preciosidade (até ao fim, pois no fecho da peça têm uma surpresinha!)
Um obrigado sincero pelo V/interesse e apoio!
Obs: tive de reduzir qualidade do áudio, para facilitar publicação...

29 outubro 2008

A minha primeira grande entrevista… via rádio!

Imagem: "Nunca desista", in SoRisoMail.com, d.r.
Ai, ai, é tão melhor escrever!.... Pelo menos é tão mais fácil! Se não sai nada, não se escreve… Poder emendar o que se escreveu errado sem ninguém perceber que se o fez…
Então não é que me convidaram para uma entrevista em directo e com a duração de uma hora (uma eternidade, em rádio!!), para apresentar o meu projecto? Nunca soube roer unhas, senão já estavam pelo sabugo!...
Pois é, tenho de me mentalizar, já que é em prol de uma boa causa – a minha – e por se tratar de um desafio inerente ao admirável mundo do “show business”.
A rádio é a 94.8 FM, a emitir das Caldas da Rainha para a Região Oeste e Leiria, salvo erro, à qual eu, desde já, agradeço a amabilidade do convite, na pessoa do jornalista Francisco Gomes.
Terei muito para dizer sobre percurso, objectivos, constrangimentos, etc., mas a questão é encontrar as palavras certas para me fazer entender… oralmente e para uma audiência (detesto falar em público)!
O que me cria ansiedade é a sensação de “trapézio sem rede”, a que me causa um directo, para além do factor “duração”, pois uma hora em rádio é infinitamente grande!!! E, a ajudar, o factor “sozinho em estúdio”, pois com banda já cheguei a estar em directo, nem sei quanto tempo… mas aí tínhamo-nos uns aos outros para tapar brancas ou emendar fífias!...
Enfim, não há-de ser nada, o melhor mesmo é ir-me habituando, pois nunca se sabe que convite poderá vir a seguir…
Para quem quiser ouvir as minhas (sérias) baboseiras, desta feita, radiodifundidas, é só sintonizarem a 94.8 FM no rádio ou então oiçam via Web, em http://www.94-8fmradio.com/, na próxima segunda-feira, dia 3 de Novembro, a partir das 19h00, e assistam à maior matança ao vivo da história radiofónica!....
O álbum (que levarei comigo) tem cerca de 45 minutos de música… talvez sugira que o rodem na íntegra, na esperança de que os 15 minutos de sobra fiquem para compromissos publicitários e para eu dizer “Olá boa noite” e “Adeus, até uma dia destes”…

19 agosto 2008

Post(al) de Férias: um lugar quase perfeito!

Creio possuirmos, todos, uma vocação inata para a evasão, como seres naturalmente livres que somos. Sabem, aquela vontade de querer largar tudo e permanecer para sempre em dado local? Uma vez mais experimentei essa sensação, e não precisei ir muito longe; não saí (praticamente) do país. Eis-me regressado de oito fugazes dias de um merecido descanso no Alto Minho – uma das mais belas paragens lusitanas...
À luz dos meus ainda parcos conhecimentos geográficos, Portugal começou no norte e bem que podia ali ter terminado! O cheiro a história a brotar de cada recanto de edifício, o imenso verde a revigorar-nos a alma… do genuíno sotaque das gentes à preserverança das tradições, está tudo ainda tão vivo, tão defendido, que iliba até a excessiva frescura das águas das suas praias!...
Foi, também, o relembrar de locais que marcaram a minha meninice: a piscina natural de água de Afife (que soube afinal apelidar-se de Fátria), onde me voltei a banhar… desta vez com a minha filha, com a idade que eu tinha na altura em que ali me enxaguava, após os salgados banhos nas praias vizinhas… E o recordar das infindáveis latadas a convidarem-nos a merendar à sua sombra ou a percorrer os estreitos caminhos ladeados por muros empedrados…
Alojei-me numa bonita casa rústica, suponho que em xisto e granito, aos pés da interminável Serra d’Arga, na tranquila aldeia de Argela, a escassos quilómetros de Caminha, e a outros tantos da pequena grande aldeia de Vilar de Mouros – autêntico berço dos festivais de Verão…
Tendo Caminha como porto seguro durante a minha breve estadia, trouxe na bagagem o relaxe da sua praça principal e a delícia dos seus “sidónios”… bela vila plantada à beira do estuário do Rio Minho, a piscar o olho a La Guardia e ao místico Monte de Santa Tecla… como compreendo nuestros hermanos, que enchem as fronteiriças vilas minhotas… e não é por certo para comprar tabaco ou atestar o depósito!... E o que não dizer do cheiro a arte que emana das ruas e praças de Vila Nova de Cerveira? Onde não resisti, na última noite, a presenciar - por cinco euros! - o brilharete de Jorge Palma, a solo no auditório municipal, bastando-lhe apenas uma viola, um piano e um promissor filho (Vicente Palma) a apoiá-lo de quando em vez… e, claro está, uma voz de excelência e magnetizantes arranjos de piano… um senhor sem medo do palco, mesmo trapeziando sem rede, confiante numa plateia que ignoraria um “Barco do Amor” de corda partida, um discurso “ao vivo” com pouco substrato, saciada que estava pela riqueza semântica das suas letras e pela sua peculiaridade musical…
Com Viana do Castelo presa no goto, virei, uma vez mais e a contra-gosto, costas ao Minho… até um dia destes!
Não fosse um “casal muito próximo” ser assaltado em pleno Pincho (piscina natural e cascata algures no Concelho de Caminha), e o mundo pareceria perfeito!...
O.V.D.V.

18 junho 2008

A regra O.V.D.V.: Ouvir, Votar, Divulgar e Voltar!

É verdade. A sensação que dará aos antigos hóspedes deste meu cismário é que resolvi testar a minha popularidade, de modo, quiçá, a ensaiar uma possível candidatura ao próximo acto eleitoral. Mas não, não é coisa que me ocupe o espírito, pelo menos na actual encarnação… Faz parte da fase em que me encontro, musicalmente falando - tentar perceber a aceitação/receptividade do meu trabalho (o da K7 acima, do qual vos falei no anterior post). Para tal, e sem quaisquer pretensões de vencer concursos, “alistei-me” nalguns espaços virtuais que me darão a visibilidade necessária para o efeito, e cujos links estão na barra lateral deste blogue.
Aos fiéis e pacientes seguidores das minhas cismas, prometo retomar logo que oportuno. Mas não deixarei, doravante, de “interromper” para dar conta das minhas investidas musicais…
Posto isto, digo-vos que estou a votos no Rock Rendez Worten (até 15 de Setembro), e no Super Blog Awards (de 1 de Julho a 31 de Agosto). Além disso, arranjei uma residência secundária no Myspace. E, como convém, sou um fiel membro da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores. Por agora, é só...
Resumindo e baralhando: continuem/passem a votar nos vossos temas favoritos, na sondagem lateral deste blogue – condição essencial! Mas passem também pelos links de que vos falo, sobretudo os 3 primeiros, ja que o outro é só para constar.
E vo(l)tem sempre!
O.V.D.V.